terça-feira, 24 de agosto de 2010

Conselho nº 18

Caro Companheiro e Presidente



O Fato

Existem na sociedade ou mais preciso no tal mercado inúmeras fontes restritivas da liberdade e do direito de ir e vir dos cidadãos.

Entre elas citamos o Serasa, o SPC, as listas, os bloqueios creditícios, o CND e inúmeras fontes de restrições que inibem o dia a dia do cidadão.



O Conselho

Instituir por medida legal compatível o “Dia do Perdão”.

Nesse dia, seriam zerados todos os cadastros negativos até certo valor, por exemplo: cinco salários mínimos, abrangendo também todas as execuções fiscais e cobranças judiciais.

Desse modo o “Dia do Perdão” recuperaria o cidadão para a sociedade de consumo, restituindo sua liberdade de ação.


Esse é o nosso Conselho Senhor Presidente.


Plinio Sales

Rio, 31/03/04

domingo, 22 de agosto de 2010

Conselho nº 17

Caro Companheiro e Presidente



O Fato

O trânsito das grandes capitais do Brasil está cada vez mais caótico. A entrada de um milhão de carros nas ruas que não se expandem no mesmo ritmo, engargala o sistema de trânsito, diminuindo a velocidade média do rolamento, obrigando o uso de recursos mais gravosos ainda, como o uso crescente de motoboys e outras formas mais ardilosas para burlar esse caos. Em paralelo, acarreta a poluição do ar, com a grande entrada de gás carbônico na atmosfera, além do perigoso “stress” e cansaço dos motoristas, cada vez mais irritados e violentos.

Se mirarmos o que acontecerá daqui a 10 ou 20 anos, então nada restará de qualidade de vida nas grandes cidades, obrigando a população a se abrigar no interior, levando esses males para as cidades pacatas, deixando a destruição pelo caminho.



O Conselho

É preciso criar condições de pesquisas e desenvolvimento tecnológicos de meio de transporte que permitam tornar o uso do espaço urbano mais civilizado.

Essas pesquisas devem produzir mecanismos e sistemas que substituam os hidrocarbonetos como combustível motor, gerador do primitivo CO2.

Os combustíveis do futuro são: o gás natural e, melhor ainda, o hidrogênio, ambos produtores de energia limpa.

Supletivamente promover a expansão do uso do espaço aéreo para desenvolver vias de transportes intermunicipais, intensificando os corredores aéreos.

Portanto, mudar o combustível motor, utilizando o GNV para coletivos e o hidrogênio para veículos de passageiros. Ocupar o espaço aéreo, descongestionando o espaço no chão.



Esse é o nosso Conselho Senhor Presidente.


Plinio Sales

Rio, 00/00/04

Conselho nº 16

Caro Companheiro e Presidente



O Fato

Volta e meia as contas brasileiras precisam de reservas cambiais para enfrentar acerto de contas da balança comercial, pagamento de dívidas com o exterior e garantias para obrigações internacionais. Uma das importantes fontes de geração de recursos em moeda estrangeira são as exportações do Brasil. Por outro lado, é de conhecimento público que as empresas de capital estrangeiro, em sua política de exportação, subordinam-se aos interesses políticos e financeiros da Matriz.

Por exemplo: a Mercedes Benz brasileira orienta suas exportações do Brasil para mercados onde a Matriz na Alemanha permite, em função dos seus interesses comerciais. A política de incentivos a exportação não é o fator determinante para aumentar suas exportações brasileiras.

E aí temos um gargalo.



O Conselho

Determinar aos seus “experts” em política cambial, em exportação e fiscal, que se reúnam e criem um mecanismo de crédito cambial e garantia monetária, resultante do incremento de exportações das empresas com registro de capital estrangeiro.

Por exemplo: todas as sociedades de capital estrangeiro poderiam abater do imposto de renda a pagar sobre remessa de juros, investimentos, dividendos ou outra forma de remessa de capital, até 25% (vinte e cinco por cento) do aumento de suas exportações deste ano sobre o valor do ano anterior.

Esse estímulo se transformaria em um “crédito cambial”, transferível a outras sociedades similares – exportadoras de capital estrangeiro.



Esse é o nosso Conselho Senhor Presidente.


Plinio Sales

Rio, 27/07/04

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

1ª Orelha Escrita por Amilcar Manoel de Menezes

Penetrar no intrigado mundo das relações sócio-econômico-políticas e, a partir desse aprendizado, tentar construir teorias unificadoras que expliquem a gênese das transformações em curso e, por conseqüência, a necessidade de indicar mudanças no cotidiano da vida econômica foi, é e será sempre o grande desafio para todos aqueles que buscam contribuir com a sociedade do seu tempo.


Assim ocorreu com os fisiocratas, pioneiros da Economia Política moderna. Afirmando ser a terra fonte de todas as riquezas, buscavam os melhores conselhos para que se atingisse superior padrão de bem-estar material para o povo francês. Não diferentemente agiram os filósofos da Economia, consagrados pela Escola Clássica. Com um legado para a ciência econômica que, até o presente, condiciona a maioria das relações sociais contemporâneas. Cite-se o aconselho, resultado de esforço unificador de Stuart Mill, da observância da JUSTIÇA SOCIAL, no entender daquele grande economista o caminho para sadio convívio entre os ingleses. Na mesma linha, foram os desgastantes constrangimentos da Grande Depressão que impulsionaram John Maynard Keynes a dar sua sui generis, criativa e salvadora solução para o reequilíbrio e manutenção da vida sócio-econômica-política contemporânea.


Essa tem sido a saga que, através dos tempos, os homens de talento vêm explicitando idéias e aconselhando a sociedade. Os conteúdos podem ser profundos, criativos, suscitar diferentes interpretações, levantar polêmicas; serem valiosos ou desprovidos de imaginação. Todavia, o mais importante é que encerram em seu contexto novos caminhos. São aconselhamentos que propiciam outra visão dos fatos. São perspectivas diferentes para novas tomadas de decisão. Este é o grandioso valor da contribuição dos que exercitam explicitamente a capacidade de pensar e contribuir para uma sociedade melhor, mais justa e equilibrada.


Em seu presente trabalho - “100 Conselhos Ao Presidente (Sem Metáforas)” – Plinio Sales demonstra seu talento e sua capacidade de fugindo do ortodoxismo, exprimir sua visão e penetrar nos misteriosos campos da Economia, da Política e da Psicologia Social. Ninguém melhor que o leitor, sempre crítico e interessado por novas idéias, para julgar, aplaudir ou polemizar os aconselhamentos oferecidos pelo insigne escritor, fruto de contribuição espontânea que tem como objetivo o convívio mais harmonioso dentro de nossa Sociedade.



Amílcar Manoel de Menezes

Conselho nº 15


Caro companheiro e Presidente


O Fato

Existe muita burocracia desnecessária para realizar o funcionamento de empresas, principalmente médias, pequenas e micro empresas.

São custos e perda de tempo desnecessário.



O Conselho

Determinar ao Comitê de Desburocratização nacional que promova legislação isentando todas as empresas de quaisquer registros legais de funcionamento: Juntas comerciais, alvarás e similares.

Para dar início as atividades legais, bastariam que os sócios ou responsáveis publicassem na Imprensa Local (Municipal) um “Termo de Responsabilidade”, declarando seus objetivos e a obrigação das disposições letais dos códigos civis, penal e da Constituição.

Outros registros somente na Secretaria da Receita Federal, Estadual e Municipal, sem quaisquer ônus.

A fiscalização é que exerça a sua função.


Essa é a sugestão da Cineasta Dulce Bressane Senhor Presidente.