Diariamente será postado um Conselho retirado do livro "100 Conselhos ao Presidente (Sem Metáforas)" de Plinio Sales, até totalizar os conselhos. Além de demais assuntos relacionados ao tema.
Existem na sociedade ou mais preciso no tal mercado inúmeras fontes restritivas da liberdade e do direito de ir e vir dos cidadãos.
Entre elas citamos o Serasa, o SPC, as listas, os bloqueios creditícios, o CND e inúmeras fontes de restrições que inibem o dia a dia do cidadão.
O Conselho
Instituir por medida legal compatível o “Dia do Perdão”.
Nesse dia, seriam zerados todos os cadastros negativos até certo valor, por exemplo: cinco salários mínimos, abrangendo também todas as execuções fiscais e cobranças judiciais.
Desse modo o “Dia do Perdão” recuperaria o cidadão para a sociedade de consumo, restituindo sua liberdade de ação.
O trânsito das grandes capitais do Brasil está cada vez mais caótico. A entrada de um milhão de carros nas ruas que não se expandem no mesmo ritmo, engargala o sistema de trânsito, diminuindo a velocidade média do rolamento, obrigando o uso de recursos mais gravosos ainda, como o uso crescente de motoboys e outras formas mais ardilosas para burlar esse caos. Em paralelo, acarreta a poluição do ar, com a grande entrada de gás carbônico na atmosfera, além do perigoso “stress” e cansaço dos motoristas, cada vez mais irritados e violentos.
Se mirarmos o que acontecerá daqui a 10 ou 20 anos, então nada restará de qualidade de vida nas grandes cidades, obrigando a população a se abrigar no interior, levando esses males para as cidades pacatas, deixando a destruição pelo caminho.
O Conselho
É preciso criar condições de pesquisas e desenvolvimento tecnológicos de meio de transporte que permitam tornar o uso do espaço urbano mais civilizado.
Essas pesquisas devem produzir mecanismos e sistemas que substituam os hidrocarbonetos como combustível motor, gerador do primitivo CO2.
Os combustíveis do futuro são: o gás natural e, melhor ainda, o hidrogênio, ambos produtores de energia limpa.
Supletivamente promover a expansão do uso do espaço aéreo para desenvolver vias de transportes intermunicipais, intensificando os corredores aéreos.
Portanto, mudar o combustível motor, utilizando o GNV para coletivos e o hidrogênio para veículos de passageiros. Ocupar o espaço aéreo, descongestionando o espaço no chão.
Volta e meia as contas brasileiras precisam de reservas cambiais para enfrentar acerto de contas da balança comercial, pagamento de dívidas com o exterior e garantias para obrigações internacionais. Uma das importantes fontes de geração de recursos em moeda estrangeira são as exportações do Brasil. Por outro lado, é de conhecimento público que as empresas de capital estrangeiro, em sua política de exportação, subordinam-se aos interesses políticos e financeiros da Matriz.
Por exemplo: a Mercedes Benz brasileira orienta suas exportações do Brasil para mercados onde a Matriz na Alemanha permite, em função dos seus interesses comerciais. A política de incentivos a exportação não é o fator determinante para aumentar suas exportações brasileiras.
E aí temos um gargalo.
O Conselho
Determinar aos seus “experts” em política cambial, em exportação e fiscal, que se reúnam e criem um mecanismo de crédito cambial e garantia monetária, resultante do incremento de exportações das empresas com registro de capital estrangeiro.
Por exemplo: todas as sociedades de capital estrangeiro poderiam abater do imposto de renda a pagar sobre remessa de juros, investimentos, dividendos ou outra forma de remessa de capital, até 25% (vinte e cinco por cento) do aumento de suas exportações deste ano sobre o valor do ano anterior.
Esse estímulo se transformaria em um “crédito cambial”, transferível a outras sociedades similares – exportadoras de capital estrangeiro.
Penetrar no intrigado mundo das relações sócio-econômico-políticas e, a partir desse aprendizado, tentar construir teorias unificadoras que expliquem a gênese das transformações em curso e, por conseqüência, a necessidade de indicar mudanças no cotidiano da vida econômica foi, é e será sempre o grande desafio para todos aqueles que buscam contribuir com a sociedade do seu tempo.
Assim ocorreu com os fisiocratas, pioneiros da Economia Política moderna.Afirmando ser a terra fonte de todas as riquezas, buscavam os melhores conselhos para que se atingisse superior padrão de bem-estar material para o povo francês.Não diferentemente agiram os filósofos da Economia, consagrados pela Escola Clássica.Com um legado para a ciência econômica que, até o presente, condiciona a maioria das relações sociais contemporâneas. Cite-se o aconselho, resultado de esforço unificador de Stuart Mill, da observância da JUSTIÇA SOCIAL, no entender daquele grande economista o caminho para sadio convívio entre os ingleses.Na mesma linha, foram os desgastantes constrangimentos da Grande Depressão que impulsionaram John Maynard Keynes a dar sua sui generis, criativa e salvadora solução para o reequilíbrio e manutenção da vida sócio-econômica-política contemporânea.
Essa tem sido a saga que, através dos tempos, os homens de talento vêm explicitando idéias e aconselhando a sociedade.Os conteúdos podem ser profundos, criativos, suscitar diferentes interpretações, levantar polêmicas; serem valiosos ou desprovidos de imaginação.Todavia, o mais importante é que encerram em seu contexto novos caminhos. São aconselhamentos que propiciam outra visão dos fatos. São perspectivas diferentes para novas tomadas de decisão.Este é o grandioso valor da contribuição dos que exercitam explicitamente a capacidade de pensar e contribuir para uma sociedade melhor, mais justa e equilibrada.
Em seu presente trabalho -“100 Conselhos Ao Presidente (Sem Metáforas)” – Plinio Sales demonstra seu talento e sua capacidade de fugindo do ortodoxismo, exprimir sua visão e penetrar nos misteriosos campos da Economia, da Política e da Psicologia Social.Ninguém melhor que o leitor, sempre crítico e interessado por novas idéias, para julgar, aplaudir ou polemizar os aconselhamentos oferecidos pelo insigne escritor, fruto de contribuição espontânea que tem como objetivo o convívio mais harmonioso dentro de nossa Sociedade.
Existe muita burocracia desnecessária para realizar o funcionamento de empresas, principalmente médias, pequenas e micro empresas.
São custos e perda de tempo desnecessário.
O Conselho
Determinar ao Comitê de Desburocratização nacional que promova legislação isentando todas as empresas de quaisquer registros legais de funcionamento: Juntas comerciais, alvarás e similares.
Para dar início as atividades legais, bastariam que os sócios ou responsáveis publicassem na Imprensa Local (Municipal) um “Termo de Responsabilidade”, declarando seus objetivos e a obrigação das disposições letais dos códigos civis, penal e da Constituição.
Outros registros somente na Secretaria da Receita Federal, Estadual e Municipal, sem quaisquer ônus.
A fiscalização é que exerça a sua função.
Essa é a sugestão da Cineasta Dulce Bressane Senhor Presidente.