segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CONSELHO AO PRESIDENTE Nº225

O Fato:
É natural que em todo o governo de qualquer coisa, em qualquer país ou em qualquer organização se apresentem defeitos de origem, aparecendo furos, goteiras, corrupção, ineficiência, o famoso Murphy e outras avenças. Num processo de saneamente e reforma da organização sujeita aos danos desses vírus ou bactérias, surge a oportunidade de medidas radicais para eliminá-los e tornar o organismo defeso de outros males iguais ou de mesma origem. E simplesmente atacar de forma radical a origem do problema, ou seja entrar no seu DNA e torcê-lo e rearrumá-lo antes que produza efeitos multiplicadores.
O Conselho:
Senhora Presidente, use os seus poderes outorgados pelo povo numa eleição, e determine o fechamento ou a liquidação total do órgão que acobertou uma falcatrua. Elimine de pleno a possibilidade de se repetir o fenômeno na mesma gestão, pelos dirigentes do mesmo partido ou por outros novos gestores. O mal é crônico, jamais será eliminado com discursos, promessas, algodão com álcool ou band-aid. Ataque o DNA: elimine totalmente o centro gerador do problema.  Feche o ministério e transfira suas funções par outro ainda não contaminado. Assim mata dois coelhos com uma cajadada: Elimina a causa e faz a reforma ministerial. É demais ter 36 ministérios. Para que? Para nada!
Esse é meu conselho de hoje.

Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2011
Plinio Sales

CONSELHO AO PRESIDENTE N°224

O Fato:
Os analistas de políticas de governo, principalmente os da área de desenvolvimento econômico, cujo líder é a Miriam Leitão, já identificaram um certo desentrosamento nas políticas do governo brasileiro. Parece haver línguas e tons diferentes nas mensagens entre eles.
Em economia deve existir a famosa harmonia de que tanto fala o Carlos Alberto Santos: harmonizar para melhorar a qualidade do concerto.
O Banco Central atua com certo Gap – (muita gente acouponada pra nada), fora do ritmo da fazenda que por sua vez, fala diferente da do desenvolvimento econômico e, por causa disso, o Mantega está cada vez mais prático no sorriso amarelo.
O alvo da meta deve ser o desenvolvimento econômico e o progresso do país, em primeiro plano, o resto é secundário. O povo é o fim maior, esqueçamos as vaidades dos econocratas de TV.

O Conselho:
Senhora Presidente com a força do seu mandato, outorgado pelo povo, determine uma arrumação nos órgãos que tratam de economia, desenvolvimento e política fiscal. Determine a criação do ministério da economia, subordinando a ele as secretarias de finanças, moedas, política fiscal e tributária, secretaria da fazenda, secretaria do desenvolvimento econômico e o BNDES. Todos integrados e sob uma única direção.
Primeiro acabar com egos de tantos ministros desqualificados, segundo organizar os métodos e as ações.
E para coroar essas medidas, nomeie como ministro da economia o brilhante Paulo Rabello de Castro, Presidente do Instituto Atlântico.
Senhora Presidente esse é o nosso conselho de hoje.

Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2011
Plinio Sales

CONSELHO AO PRESIDENTE Nº223

O Fato:
Quem é do meio sabe que os ensaios e concursos para compor sambas-enredos estão fervendo nas comunidades do Brasil inteiro. Conversei, com o Pacheco, poeta do Vidigal, durante minha pastoral da madrugada no Sindicato do Vidigal.
O Pacheco é o exemplo de milhares de poetas populares, de cujo meio saiu o Cartola, o Elton Medeiros, o Pixinguinha, o Paulinho da viola e tantos outros famosos que engrandecem a música popular brasileira. A contaminação da língua portuguesa nas comunidades lusófonas do mundo inteiro, deve sua grande influencia aos compositores brasileiros, cujo grande é o Martinho da Villa. Em Angola, na Guiné, Moçambique, quase todos cantam músicas brasileiras e tentam jogar futebol.
Leia e dê nota ao seguindo trecho de um samba enredo em concurso, com inúmeros outros:
“Voa minha águia pro infinito
Vá mostrar ao mundo um mito,
Da cultura popular.
Sua história vem quebrando as barreiras
Da mulher precoce, verdadeira e atemporal,
Pastora da verde e branco com a sua marcha genial.”

Essa é a primeira estrofe do samba-enredo do Carnaval de 2013 do GRBC Acadêmicos do Vidigal, homenageando a Elza Soares. O grupo de compositores compreende:
·        Beto da igreja
·        Eduardo
·        Mauro
Participação especial – Mocotó de frango e Gaguinho
·        Intérprete – João da Figueira
Só nessa tacada temos 7 pessoas trabalhando e torcendo pro seu samba ganhar.
Multiplique-se os 7 por milhares de outros grupos tentando a mesa coisa: levar alegria aos 180 milhões de brasileiros.
São verdadeiros heróis do lazer e movimentam a economia do país, sem falar na exportação da arte musical brasileira.

O Conselho:
Sra. Presidente com o seu poder, outorgado pelo povo brasileiro, determine que 10% dos decretos e Portarias do governo sejam dirigidos no formado de samba-enredo. Contrate uma equipe de 70 compositores para ajudar neste mister.
Por exemplo:
O povo será o patrão,
Dessa ordem de pagar
Seu imposto no verão.
Se faltar, o bicho vai pegar!
É simples, é simples...
Vamos brasileiros ao país ajudar.

E, ao mesmo tempo, escolha um dia do ano para homenagear o compositor popular em duas categorias:
1.    De todos os tempos, e
2.    De hoje para amanhã.
Portanto, Senhora Presidente determine a mudança de redação nos documentos oficiais e crie o Dia do Compositor Popular, com o Prêmio Noel Rosa.
Esse é o Nosso Conselho de hoje Senhora Presidente.

Rio de Janeiro, 30 de outubro de 2011
Plinio Sales

CONSELHO AO PRESIDENTE Nº222

O Fato:
Há 10 anos atrás os serviços de telefonia eram um desastre;. A oferta mal atendia a 10% da demanda, cobrando elevados custos. Chegou-se a comprar clandestinamente linhas telefônicas por 5.000 dólares, precisando de prestígio militar para transferir de um lugar para outro. Mesas telefônicas então era um passeio no inferno.
Hoje com a democratização o serviço ao usuário democratizou-se e se transformou num excelente instrumento de trabalho. Há profissionais que possuem 3 aparelhos com usos diversos.
O grave do sistema é a qualidade dos serviços ofertados. É de péssima qualidade e é caro aos bolsos dos pobres consumidores. Parte da culpa cabe a forma de oligopolização dos fornecedores e a estratificação dos mercados, tornando os fornecedores onipotentes, controlando a demanda.

O Conselho:
Senhora Presidente determine estudos para democratizar a oferta dos serviços de telefonia para fazer com que o sistema, via concorrência, pratique melhor a sua função social.
Então Senhora Presidente o conselho é desgoligopolizar o sistema de ofertas, abrindo mais para a entrada de players. Ou então modifique para o sistema de monopólio do estado.
Então Senhora Presidente, democratize a oferta de serviços de telefone, evitando a péssima qualidade dos serviços que o sistema vigente presta ao usuário de telefonia.
Esse é o nosso conselho de hoje.

Rio de Janeiro, 29 de outubro de 2011
Plinio Sales

CONSELHO AO PRESIDENTE N°221

O Fato:
É de conhecimento notório que todos os estudantes brasileiros ao se aproximarem da conclusão das suas faculdades e universidades tem desejos de fazer cursos de aprimoramento em universidades consagradas no exterior, pretendendo portar diplomas de alto nível e melhorar sua cotação profissional no mercado brasileiro. O que ocorre na prática é que, depois de formado nos cursos de pós-graduação no exterior, recebem tentadoras ofertas de trabalho e por lá mesmo ficam praticando suas atividades profissionais devidamente qualificados. Esse procedimento é danoso ao processo do desenvolvimento brasileiro. Nós produzimos mão de obra qualificada para exportar nossas poupanças e talentos para os colonizadores. Em longo prazo pode ser favorável, porque acabam voltando ao Brasil, porque ninguém agüenta ficar longe da sua mãe pátria. Ouvimos o anúncio glorioso de que o Brasil pretende exportar nesse período de 12 meses quase 100 mil estudantes com bolsas do CNPQ para se aprimorarem no exterior, ou seja, vamos preparar cem talentos para os aborígenes, desfalcando a nossa sociedade.

O Conselho:
Senhora Presidente determine estudos de maneira que os nossos talentos fiquem se formando aqui mesmo no Brasil. Se quiserem turismo o programa é outro, não dê bolsas do CNPQ. Uma fórmula seria atrair com bondosos incentivos as faculdades, as universidades, os cursos de alto nível praticados no exterior, sejam na China, na Europa, na Coréia ou em outro país qualquer que venham a se instalar no Brasil. Mesmo gastando o mesmo valor que a sociedade gasta com a exportação de talentos, é melhor gastar com a importação do saber e disseminá-lo no Brasil à fora.
Portanto, Senhora Presidente, esse é o nosso conselho de hoje.

Rio de Janeiro, 28 de outubro de 2011
Plinio Sales

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CONSELHO AO PRESIDENTE N°220


O Fato:
Voltemos a conversar sobre o tema corrupção. Antes de tudo devemos mudar o nome para Agrado. Corrupção já está desmoralizada, ninguém mais da bola. Já é lugar comum levar na carteira o dinheiro do guarda. Essa danada da corrupção, como se diz lá em Minas, já virou bicho e comeu o dono. Agora só resta aceitá-la e controlá-la pra que não se transforme num mal maior. Ao mudar seu nome para agrado fica mais palatável andar com ela. Se pode até divulgar uma tabela de valores do agrado do dia, como se fosse um título da bolsa de valores, ou seja, o valor do agrado do dia aumentou 10%, bateu no teto, mas não apareceu comprador. Desse modo acaba-se com a corrupção.

O Conselho:
Senhora Presidente, não se assuste com a denúncia da existência de agrados. Deixou de ser corrupção e, por ser agrado, fica limitado. Como se reivindicar agrados de milhões de dólares. Agrados são para satisfazer coisas supérfluas.
Determine criar a cotação diária dos agrados, para normatizar o mercado. Garantindo comprar e vender ao preço de mercado.
Desse modo vamos todos agradas, já começando com o tamanho do evento.
Senhora Presidente, esse é o nosso conselho.
Rio de Janeiro, 27 de outubro de 2011
Plinio Sales

CONSELHO AO PRESIDENTE N°219


O Fato:
Em geral no Brasil os trabalhadores, públicos ou privados, tem a faculdade ou expulsoriamente a faculdade de se aposentarem com a idade de 65 anos. Num horizonte de vida, hoje, de 100 a 120 anos, teríamos mais a metade da vida para fazer alguma coisa ou descansar, vivendo da minguada aposentadoria que geralmente recebem pelos programas de assistência social e previdenciária. Por pesquisas já realizadas pelo Instituto PSS se verifica que existe um potencial de mão de obra insatisfeita que na estatística não está inserido na classe dos desempregados. Podemos falar de milhares ou milhões de aposentados que estão pretendendo ter uma terapia ocupacional, de preferência diferente da que praticava na sua vida ativa profissional.

O Conselho:
Senhora Presidente, determine com o poder outorgado pelo povo, os estímulos a criação de cursinhos ou extensões universitários para capacitar trabalhadores aposentados, sem prejuízo da sua remuneração, dando bônus de performance, de forma que ingressem em novos cursos tornando-se cidadãos de dupla formação e capacidade profissional. Temos certeza que anúncios aparecerão com a ressalva que só se aceita aposentados recapacitados que possua condução própria.
Portanto Senhora Presidente, imite o Getúlio e faça uma revolução criando uma nova carteira de trabalho ou de empreendedorismos, beneficiando uma grande massa de brasileiros. Anote aí, velho gosta de ser útil, se remunerado melhor.
Esse é o nosso conselho de hoje, recapacitar os aposentados trazendo-os ao mercado de trabalho.

Rio de Janeiro, 26 de outubro de 2011
Plinio Sales