O Fato
Todos os países da América do Sul periodicamente precisam negociar suas dívidas externas.
Cada um isoladamente com o FMI Clube de Paris e uma grande diversidade de credores internacionais.
Individualmente as negociações são cansativas e, em alguns casos, maculam a soberania do país devedor.
É preciso reformular politicamente essa estratégia.
O Conselho
Enquadramento na ótica de que o Brasil deva assumir a liderança política e de poder da América do Sul, sugiro que os experimentados negociadores brasileiros, principalmente dos dois últimos governos estabeleçam um sistema orgânico, pelo qual possa assumir o papel de “País Clearing” da dívida externa dos países sul-americanos.
Caberia negociar, com o FMI uma linha especial de crédito, sob sua garantia soberana, para atender as necessidades financeiras dos países sob sua jurisdição.
Nas negociações diretas com cada país sul-americano, o Brasil reescalonaria a dívida reavaliada num cronograma ajustado ao crescimento econômico do país e a sua disponibilidade de caixa, com prazos até 100 anos. Cada parcela do pagamento deveria ser referenciada a certo percentual das receitas das exportações.
A administração dessas dívidas seriam compartilhadas tripartites: país devedor, Brasil e FMI. A presença do FMI seria distante e em última instância.
É um processo político e diplomático.
Esse é o nosso Conselho Senhor Presidente.
05/07/04
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