terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Conselho nº 75

Caro Companheiro e Presidente


O Fato

Todos os países da América do Sul periodicamente precisam negociar suas dívidas externas.

Cada um isoladamente com o FMI Clube de Paris e uma grande diversidade de credores internacionais.

Individualmente as negociações são cansativas e, em alguns casos, maculam a soberania do país devedor.

É preciso reformular politicamente essa estratégia.


O Conselho

Enquadramento na ótica de que o Brasil deva assumir a liderança política e de poder da América do Sul, sugiro que os experimentados negociadores brasileiros, principalmente dos dois últimos governos estabeleçam um sistema orgânico, pelo qual possa assumir o papel de “País Clearing” da dívida externa dos países sul-americanos.

Caberia negociar, com o FMI uma linha especial de crédito, sob sua garantia soberana, para atender as necessidades financeiras dos países sob sua jurisdição.

Nas negociações diretas com cada país sul-americano, o Brasil reescalonaria a dívida reavaliada num cronograma ajustado ao crescimento econômico do país e a sua disponibilidade de caixa, com prazos até 100 anos. Cada parcela do pagamento deveria ser referenciada a certo percentual das receitas das exportações.

A administração dessas dívidas seriam compartilhadas tripartites: país devedor, Brasil e FMI. A presença do FMI seria distante e em última instância.

É um processo político e diplomático.


Esse é o nosso Conselho Senhor Presidente.


Plinio Sales
05/07/04

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