quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Conselho nº 29

Caro Companheiro e Presidente


O Fato

As atividades diuturnas do Presidente são exercidas sob pressão permanente e subordinadas ao grande conceito da responsabilidade do cargo. Suas decisões afetam a vida de milhões de cidadãos e submetem-se à crítica dos censores nacionais e internacionais.

O exercício continuado desse ato de fazer, de ter que decidir e mais ainda, sob o peso de decidir solitariamente, trazendo a si a responsabilidade pessoal da decisão.

Tudo isso, formam um conjunto de fatores estressantes, capazes de influir no humor, na tranqüilidade e no equilíbrio psíquico do Presidente, que no fundo é um ser humano.

O Presidente não pode errar.


O Conselho

No decorrer de um mandato de 4 anos, o Presidente deve programar férias, pelos menos, trimestrais para ter condições psíquicas de enfrentar o tóxico da rotina do cargo.

Mas como Presidente e está em exposição exemplar do cargo, é importante fazer do ato de tirar férias um exemplo de marketing saudável para o povo brasileiro.

Com essa filosofia, deve programar férias, em locais que precisam de foco social, atenção e melhoria de serviços públicos. Evitar escolher seus sítios de férias apenas pelo aspecto turístico, segurança e conforto do Presidente.

As férias do Presidente devem ter uma conotação social.

Que tal, começar esse programa com uma semana de férias na Rocinha do Rio de Janeiro.

Esse é o nosso Conselho Senhor Presidente.



Paladino Torres de Almeida
Rio, 04/08/04

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