Caro Companheiro e Presidente
O Fato
A figura de ficção classificada como risco-brasil pode ser atenuada e, ao mesmo tempo, beneficiar o custo da dívida pública brasileira no exterior.
Observe que o risco de Israel é um dos mais altos do mundo tendo em vista a insegurança da política histórica de guerra, sem perspectiva de paz a médio prazo.
No, entretanto, em Israel se pratica taxas de juros civilizadas de 4% a 5% ao ano.
O Brasil com imensas riquezas potenciais, um próspero mercado conquistador, estabilidade política comprovada e inúmeras perspectivas promissoras, “vis a vis” o progresso do agronegócio, deve procurar fórmulas para sair dessa camisa de força que é o desrespeito do risco-brasil.
O Conselho
Criar no âmbito do BNDES um “Fundo de Garantia de Projetos Brasileiros” que seria sustentado por grupos privados ou governos estrangeiros com interesses no Brasil.
Naturalmente esse fundo só garantiria projetos que apresentassem retorno garantido, mesmo que a longo prazo.
Poderia ser uma solução para o programa do PPP.
Dessa forma, os projetos deixariam de carregar o risco-brasil, podendo obter taxas de juros favorecidas.
Assim se faz em Israel.
Esse é o nosso conselho Senhor Presidente.
Rio, 01/06/04
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