Caro Companheiro e Presidente
O Fato
A centralização administrativa do Poder Executivo em Brasília neste século XXI já atingiu o limite de exaustão não só política como burocrática.
O deslocamento de cidadãos ao planalto central para tratar de interesses processuais e administrativos, acarreta em custos de locomoção e estadas, somando-se a crescente entropia da eficiência burocrática.
A política de desenvolvimento por força da interiorização dos centros de decisão política e administrativa hoje em dia é um conceito ultrapassado, diante das modernas tecnologias de telemática e informação.
É preciso descentralizar para aumentar a produtividade social do Poder Executivo.
O Conselho
Em apoio ao ponto de vista da descentralização administrativa, é defeso fundar mais 5 capitais subsidiárias mantendo-se a capital central em Brasília.
A estrutura organizacional do Poder Executivo se apoiaria em capitais subsidiárias regionais, similares a Brasília, instalando uma em cada região do Brasil, então teríamos a capital do Norte do Amazonas, a capital do Nordeste do Rio Grande do Norte, a capital do Centro-Oeste em Campo Grande, a capital de Leste em Minas Gerais e, finalmente a capital do Sul em Santa Catarina.
As funções administrativas de cada capital poderiam ter certa especialidade, conforme a vocação da região. A capital do Centro-Oeste abrangeria os Ministérios da Agricultura, Ciências e Tecnologia etc. A capital do Norte abrangeria o Ministério do Meio-Ambiente, o Ministério da Defesa e outros. Os Ministérios seriam distribuídos entre as capitais de modo a obter o melhor rendimento social das suas atribuições. O presidente do Poder Executivo faria seu governo em rodízio itinerante.
Os outros poderes da República poderiam adotar similar filosofia administrativa, integrando-se à nova estrutura operacional do Poder Executivo.
Esse é o nosso conselho Senhor Presidente.
Rio, 06/07/04
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