segunda-feira, 15 de agosto de 2011

CONSELHO AO PRESIDENTE Nº134


O Fato:
É natural que em qualquer entidade haja desperdício, ou por ineficiência operacional, seja isso lá o que for, por vícios intrínsecos e pela ação delituosa do Sr. Murphy. Mas, esse é apenas um lado da questão. Sempre tem três: 1) O que eu acho, 2) O que o outro acha e 3) O que é certo.
No caso da administração de dinheiro do povo, o certo é administrar com a maior eficiência (eficácia) o bem público.
O cara pode ser o mais honesto do PT, mas ineficiente, incapaz, fundamentalista e idiota. Esse tem que ser descartado. Getúlio Vargas ensinava que dinheiro não vai pro céu. Já o Bispo Macedo joga tudo pro alto e o que Deus pegar é dele. São formas de ver a mesma questão.
Toda entidade, pelas leis de auditoria de supermercados, aceita uma taxa de roubo de até 5% como normal.
Nos ministérios públicos o foco da meta deveria ser essa: admitir veladamente desvios até 5% do orçamento público, sabendo que esse dinheiro não vai pro céu, mas também gera renda e cria empregos.

O Conselho:
Sra. Presidente determinar aos seus órgãos de fiscalização e de auditoria que admitam uma taxa de desvio de até 5% na administração direta e indireta.
Por outro lado utilizar rigidamente a régua da eficiência. Se não for eficiente e está na meta dos 5% deve ser mantido. Se não for eficiente mesmo com taxa zero de desvio, despache-o para o Instituto do Equilíbrio Universal do Carlos, amigo do Macedo.
Portanto Senhora Presidente, o Ministro eficiente, com taxa de desvio até 5%, deve continuar. Ele é a raiz do progresso.

Rio de Janeiro, 1º de agosto de 2011
Plinio Sales

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