O Fato:
Qual é a matemática certa para se dizer quanto vale o real, diante das outras moedas. A fórmula mais simples se não me engano, keynesiano, divide o estoque de moedas, em conceito restrito de disponível para gastar, considerado MT (Moeda Total) na equação onde o denominador é o estoque de real, no mesmo conceito:
Tc = MTi / Rb , onde MTi é o estoque de Moeda Total no país “i” e o Rb = estoque de Real no Brasil.
Então temos: i=EEUU
| MTi | Rb | Tc |
| 100 | 20 | 5,00 |
| 100 | 1 | 0,01 |
| | | |
Então a Taxa de Cambio seria no 1º caso 5 por 1: 5 reais por 1 dólar, ou 1 centavo por 1 dólar. Entre um valor e o outro as variáveis variam no tempo.
Na prática é mais complicado, acrescentando a oferta e a demanda, a taxa de juros. As expectativas do mercado e os interesses em jogo.
Desse modo a capacidade relativa de um país menor, em potencial monetário, é quase nada.
Os tsunamis financeiros, provocados pelo EEUU para se defender do câmbio da China será massacrante para o Brasil. Voltemos a equação inicial simples, se dobrar o estoque de MTi a taxa de câmbio em relação ao Rb cairá à metade. Não há política fiscal que defenda o real desse fenômeno.
Aumentando a capacidade de emitir títulos, pra mais 3 trilhões de dólares, esse valor vai se somar ao estoque anterior (parte) e pressionar o câmbio par abaixo, valorizando o real.
O Conselho:
Acabar com o critério da equação monetária para calcular a Tc da moeda estrangeira em relação ao real.
No lugar do Estoque de moeda, vamos considerar apenas o estoque de moeda destinada às transações (compra e venda) e a movimentação financeira de saídas (amortização, juros e royalties) e entradas (fluxo de capitais de investimentos e de empréstimos), tirando da equação os movimentos especulativos e os provocados pela atração dos juros altos.
Essa seria a taxa de câmbio descontaminada dos George Soros da vida.
Seria o expurgo das variações aleatórias no dizer dos técnicos da FGV.
Sra. Presidente, nosso conselho é mude os critérios de avaliação da taxa de câmbio em defesa do real.
Rio de Janeiro, 1º de agosto de 2011
Plinio Sales
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