terça-feira, 5 de julho de 2011

CONSELHO AO PRESIDENTE Nº104

O Fato:

Em todos aeroportos no Brasil encontramos “Free Shops”, onde gastamos troco de dólares ou nossa moeda forte: Brazilian Money. Sempre encomendo o bom Uisque Black Label ao meu amigo para comprar na volta e entregar-me em casa. Ele prometeu, mas até hoje parece cabelo de freira! A gente sabe que existe, mas ninguém vê.

O fato é que o comércio é feito no Brasil pra quem passa nos aeroportos, fazendo propaganda do Produto Estrangeiro.

O Conselho:

Presidente determine ao Itamaraty, ao Bndes, ao Banco do Brasil, as Federações de Indústria e Comércio, as empresas exportadores que se consorciem e criem o “Trem Shop do Brasil”, a serem instalados em todos os aeroportos do mundo, agindo como um braço avançado do Departamento Comercial do Itamaraty, que funcionassem como Casas de Brasileiros, que respondessem a pergunta: Onde encontro produtos brasileiros?

Nas lojas verde e amarelo dos Shops Brasileiros se venderia todos os produtos brasileiros, classificados como exportáveis, desde o café, a cachaça, as sandália, os biquínis, as camisas dos jogadores de times brasileiros, a Banderira do Brasil, e tudo mais que a criatividade do empresário brasileiro é capaz de criar.

Os vendedores-diplomatas das lojas, vinte em cada uma, seriam selecionados entre as diversas espécies genuinamente brasileiras: índios, negros, mulatas, brancas e outras tonalidades.

Esse modelo funcionaria em favor dos produtos brasileiros, relações públicas do Brasil e, acima de tudo, gerando emprego e renda para os brasileiros.

Seria uma boa resposta ao meu pedido de uísque ouvir um gringo dizer que vai comprar guaraná no Trem Shop do Brasil no aeroporto de Dallas, San Diego, Miami ou no Ezeiza na Argentina.

Esse é o Conselho Senhor Presidente.


Rio de Janeiro, 02 de julho de 2011

Plinio Sales

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