quinta-feira, 14 de julho de 2011

CONSELHO AO PRESIDENTE Nº116

OBRAS ASTRONAUTAS E GRANDES DESPERDÍCIOS

O Fato:

As forças dinâmicas das empreiteiras movem o progresso de qualquer nação.

Por outro lado, elas só se interessam em planejar e propor obras de grandes dimensões por ter melhor custo-benefício, mesmo porque o seu lucro está na obra. E por aí temos grandes rodovias, grandes portos e hidrelétricas de grande porte, independendo do número de empregos que aquele projeto propicia à sociedade. Há necessidade de medir a relação investimento/número de pessoas enquadradas.

Um projeto, cujo investimento seja de 100 milhões de reais, precisa gerar no mínimo 5 pessoas por cada milhão, mesmo sem qualificá-lo, mas que possa ser gerador de emprego.

A quantidade de empresas para atender a licitação de uma grande obra tem um grupo limitado, mas aqueles mais ativos abocanham os melhores contratos e os melhores projetos.

São eles que empurram o desenvolvimento ao vender suas grandes obras ao governo, que por sua vez, deslocam grandes verbas orçamentárias de um lado, pra outro.

O Conselho:

Senhora Presidente evite se comprometer em projetos de grande porte, faça-os com limites orçamentários por projeto, de modo que cada real será gasto com eficiênncia e eficácia gerando um número de empregos justificável, equivalente a, no mínimo hum milhão de reais por cada unidade de emprego.

O projeto do “trem” bala exige um elevado investimento que pode alternativamente ser dirigido para melhorar portos, rodovias e navegação fluvial com muito maior produtividade social e agradável geração de emprego.

Os Metas projetos é de grande interesse das empreiteiras, sem ótica social.

Sra. Presidente, nosso conselho é que deve investigar o interesse social dos grandes projetos, avaliando as alternativas socialmente mais corretas.

Esse é o nosso conselho Sra. Presidente.


Rio de Janeiro, 13 de julho de 2011

Plinio Sales

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