OBRAS ASTRONAUTAS E GRANDES DESPERDÍCIOS
O Fato:
As forças dinâmicas das empreiteiras movem o progresso de qualquer nação.
Por outro lado, elas só se interessam em planejar e propor obras de grandes dimensões por ter melhor custo-benefício, mesmo porque o seu lucro está na obra. E por aí temos grandes rodovias, grandes portos e hidrelétricas de grande porte, independendo do número de empregos que aquele projeto propicia à sociedade. Há necessidade de medir a relação investimento/número de pessoas enquadradas.
Um projeto, cujo investimento seja de 100 milhões de reais, precisa gerar no mínimo 5 pessoas por cada milhão, mesmo sem qualificá-lo, mas que possa ser gerador de emprego.
A quantidade de empresas para atender a licitação de uma grande obra tem um grupo limitado, mas aqueles mais ativos abocanham os melhores contratos e os melhores projetos.
São eles que empurram o desenvolvimento ao vender suas grandes obras ao governo, que por sua vez, deslocam grandes verbas orçamentárias de um lado, pra outro.
O Conselho:
Senhora Presidente evite se comprometer em projetos de grande porte, faça-os com limites orçamentários por projeto, de modo que cada real será gasto com eficiênncia e eficácia gerando um número de empregos justificável, equivalente a, no mínimo hum milhão de reais por cada unidade de emprego.
O projeto do “trem” bala exige um elevado investimento que pode alternativamente ser dirigido para melhorar portos, rodovias e navegação fluvial com muito maior produtividade social e agradável geração de emprego.
Os Metas projetos é de grande interesse das empreiteiras, sem ótica social.
Sra. Presidente, nosso conselho é que deve investigar o interesse social dos grandes projetos, avaliando as alternativas socialmente mais corretas.
Esse é o nosso conselho Sra. Presidente.
Rio de Janeiro, 13 de julho de 2011
Plinio Sales
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