O Fato:
Se criam do nada, os big bangs das poderosas empressas de classificação de tudo. Agora tem as internacionais, como a Moody’s e outras, temos as brasilianistas. Todas vestem capas de venerabilíssimos Mestres, e se dão o privilégio de julgar todo mundo, governos, países e empresas de grande porte. São os controles de qualidade da sociedade mundial, se colocam acima dos magistrados.
Se um porra lôca, formado em Harvard, amigo do Armínio Fraga, acordou com dor de cabeça, proveniente de um uisque paraguapo, tormado no “happy hour” da véspera, e descobre um Ricardão no seu lugar, vai certamente reclassificar o Brasil para 0-(zero menos). Levam porrada muitas vezes, porque não conhecem o Conselheiro Murphy. Ninguém teve a paciência de testar a qualidade e acerto dos votos de classificação.
O país vai quebrar. E porque a agência vaticina, o mundo de bobalhões analistas examinam os fatores e concordam e, então, o país quebra por puro efeito de osmose.
O Conselho:
Sra. Presidente encontre uma forma legal, talvez via MP, para criar a Agência Brasileira de Controle de Classificações de Riscos – ABCCR, a quem competirá acompanhar o andamento das performances das Agências classificadoras de Riscos, estabelecendo classificações diferenciadas entre elas. Por exemplo:
· Moody’s +1-
· Artcheque +0-
· VideiraInvest +5-
· IRBX +7-
e assim por diante. A esquerda a nota atual, a direita a nota da tendência, num campo variável de 0 a 10, com notas + ou -.
Nesta MP delegar esta responsabilidade ao CADE, introduzindo nele um Conselho de Sábios, composto por ex-diplomatas, ex-senadores e ex-presidentes da República.
Desse modo politicamente o Brasil ajudaria que essas agências evitassem cometer barbáries profissionais.
Esse é o conselho Sra. Presidente.
Rio de Janeiro, 14 de julho de 2011
Plinio Sales
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