domingo, 22 de agosto de 2010

Conselho nº 17

Caro Companheiro e Presidente



O Fato

O trânsito das grandes capitais do Brasil está cada vez mais caótico. A entrada de um milhão de carros nas ruas que não se expandem no mesmo ritmo, engargala o sistema de trânsito, diminuindo a velocidade média do rolamento, obrigando o uso de recursos mais gravosos ainda, como o uso crescente de motoboys e outras formas mais ardilosas para burlar esse caos. Em paralelo, acarreta a poluição do ar, com a grande entrada de gás carbônico na atmosfera, além do perigoso “stress” e cansaço dos motoristas, cada vez mais irritados e violentos.

Se mirarmos o que acontecerá daqui a 10 ou 20 anos, então nada restará de qualidade de vida nas grandes cidades, obrigando a população a se abrigar no interior, levando esses males para as cidades pacatas, deixando a destruição pelo caminho.



O Conselho

É preciso criar condições de pesquisas e desenvolvimento tecnológicos de meio de transporte que permitam tornar o uso do espaço urbano mais civilizado.

Essas pesquisas devem produzir mecanismos e sistemas que substituam os hidrocarbonetos como combustível motor, gerador do primitivo CO2.

Os combustíveis do futuro são: o gás natural e, melhor ainda, o hidrogênio, ambos produtores de energia limpa.

Supletivamente promover a expansão do uso do espaço aéreo para desenvolver vias de transportes intermunicipais, intensificando os corredores aéreos.

Portanto, mudar o combustível motor, utilizando o GNV para coletivos e o hidrogênio para veículos de passageiros. Ocupar o espaço aéreo, descongestionando o espaço no chão.



Esse é o nosso Conselho Senhor Presidente.


Plinio Sales

Rio, 00/00/04

Um comentário:

  1. Comentário de Amilcar Manoel de Menezes sobre este conselho.
    "Acho que é uma forma sutil de chamar atenção, não só do presidente da Nação, mas daqueles que administram os setores encarregados e comprometidos com a circulação de pessoas, veículos e mercadorias nos grandes centros. É claro que o presidente deve interferir nos processos, pressionando instituições responsáveis. É válido reivindicar do presidente ações e recursos programados visando elencar políticas e estratégias públicas para atuação imediata dos órgãos técnicos. Esses, utilizando tecnologias de ponta podem, incontinenti, implementar projetos para acabar ou minorar o caos observável e, ainda e mais importante, tragam benefício para o meio ambiente, aliviando fatores de aquecimento do planeta.

    Acho que você tem toda razão em chamar atenção para essas imperfeições do mercado que representam pesado ônus para a Sociedade brasileira.

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