Caro Companheiro e Presidente
O Fato
O empresário brasileiro não tem vocação exportadora. No país, existem em torno de 7 milhões de empresas, das quais apenas 18 mil são registradas como exportadoras. Nesse total, 814 empresas são responsáveis por 85,37% do valor exportado. Percentual quase igual do registrado em 1972. Isto é, há mais de 30 anos.
Nessas 814 empresas exportadoras, 480 são nacionais e 329 exportam commodities, ou seja, mais da metade das empresas é de operadoras de commodities. Além disso, as exportadoras cresceram apesar da cotação do dólar, em razão das vendas externas que estão baseadas principalmente em 79% do exportado. Em média, estão obtendo preços que compensam o nível da taxa de câmbio, enquanto as empresas produtoras de bens de capital e bens de consumo durável operam a custo marginal. Dessa forma, expressa na redução de mercado interno, que implica elevada ociosidade, portanto custos altos, tornando a exportação a melhor alternativa.
O Conselho
Há uma necessidade urgente de algumas providências governamentais para redução do custo Brasil, superando alguns através como: as enormes deficiências em infra-estrutura; a corrosiva burocracia cartorial; as quase incontornáveis dificuldades de acesso a recursos financeiros para investimentos e giro; custo elevado do dinheiro, com juros abusivos e elevados, proporcionando lucros imorais aos bancos – somente um deles lucrou, no último ano, em torno de R$ 3 bilhões; a pesada e a pendente carga tributária que incide na produção, com custo residual na exportação. Se esses fatores forem superados, o efeito prático na exportação, com certeza, terá o efeito prático de uma maxidesvalorização cambial.
Esse é o nosso conselho Senhor Presidente.
Rio, 22/07/04
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