Caro Companheiro e Presidente
O Fato
O mundo não consegue controlar a AIDS da mesma forma como não consegue controlar a miséria. A riqueza se concentra em determinados países, as questões humanitárias não são prioridade na maior parte do planeta e não existe um movimento de solidariedade internacional eficiente. A AIDS atingiu países ricos, mas é hoje uma doença de pobre. O Brasil conseguiu frear drasticamente a epidemia e reduzir o seu impacto. Porém, a AIDS é a maior epidemia da Humanidade, por sua dimensão, impacto e principalmente por suas perdas associativas, como a orfandade e a pobreza.
O Conselho
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o seu carisma, a sua sinceridade e a sua predestinação pode ser o líder que está faltando para dinamizar, formalizar e consagrar um Movimento Mundial de Solidariedade Efetiva, para obter investimentos consistentes em busca da vacina que é a única perspectiva para a erradicação desse terrível Cavaleiro do Apocalipse Moderno. Os últimos números divulgados pela ONU indicam que a doença está fora de controle.
Em 2003 foram registrados 5 milhões de novos casos, mais do que em qualquer outro ano. Quem deve pagar essa conta? Não há dúvida que os países ricos tem que pagar essa conta. Até porque eles são ricos e concentram a riqueza mundial, inclusive a dos países pobres. Na África, por exemplo, o PIB se reduz, bem como a expectativa de vida e a governabilidade. E, como a economia é globalizada, interdependente, esse caos africano vai repercutir inevitavelmente nos interesses dos países ricos. Sem dúvida alguma, eles dependem do equilíbrio político e da vitalidade econômica dos países pobres.
Esse é o nosso conselho Senhor Presidente.
Rio, 04/08/2004
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