quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Conselho nº 48

Caro Companheiro e Presidente

O Fato

O tal risco Brasil de construção duvidosa, mas que afeta o custo dos empréstimos aos tomadores brasileiros e influem na entrada de investimentos, produtivos ou não, no mercado brasileiro precisa ser enfrentado como tal, ou seja, termômetro internacional de avaliação do Brasil para fins de empréstimos e investimentos.

Se precisarmos desta poupança externa para suplementar a interna, vamos agir.

O Conselho

Desenvolver negociações com o Fundo Monetário Internacional ou com consórcios de bancos internacionais de primeira linha, para construir Fundos de Garantias de Empréstimos ou de Investimentos realizados por estrangeiros ao ou no Brasil, além do seguro de riscos políticos já existente.

Os Fundos seriam constituídos até um determinado limite operacional, com parte das reservas cambiais brasileiras, parte empréstimo do FMI e a terceira parte com retenção de 5% (cinco por cento) das divisas provenientes das exportações brasileiras.

Imaginamos que o limite operacional do Fundo de Garantia possa ser equivalente a 25% (vinte e cinco por cento) do valor da dívida externa brasileira.

A administração do Fundo seria realizada por uma equipe especializada em gerência de risco, a qual poderia lançar Seguros de Garantia com taxas civilizadas, reduzindo o custo dessas transferências financeiras.

Com esse mecanismo o termômetro do risco Brasil se tornaria mais representativo das condições brasileiras.

Esse é o nosso conselho Senhor Presidente.

Plinio Sales

Rio, 28/07/04

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