quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Conselho nº 56


Caro Companheiro e Presidente


O Fato

Nas principais cidades brasileiras, capitais de Estados, a população de rua está aumentando e ocupando as ruas, debaixo das pontes, viadutos, cavernas e outros pontos urbanos. Há um loteamento dos espaços livres, onde cada posseiro assegurando o seu lugar, pela força e também pela intimidação aos forasteiros. Ninguém ocupa que este lugar tem dono. São mendigos, ambulantes, meninos de rua e outros sem teto.

Parece o filme do futuro, mostrando o predomínio dos miseráveis, depois de uma tragédia atômica.

É preciso parar e acabar o processo, mas enquanto a solução não chega há que se tomar providências: combater essa injustiça social, mesmo que de forma paliativa.


O Conselho

Convivendo com essa população de rua, desabrigada e ao relento, existem inúmeros prédios públicos desocupados e sem função social produtiva. Só do INSS são milhares da extinta Rede Ferroviária e outros tantos.

Para enfrentar esse problema, deve-se delegar a ONGS pré-selecionadas a atribuição de vistoriar esses prédios desocupados, identificando aqueles que não ofereçam riscos a moradores e, então, liberá-los para moradia da população de rua.

Desse modo talvez consigamos dar uma melhor condição social a esse povo, sem prejuízo do patrimônio privado.

É um projeto tapa-buraco social.


Esse é o nosso conselho Senhor Presidente.


Plinio Sales
Rio, 22/06/04

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