sábado, 9 de outubro de 2010

Conselho nº 47


Caro Companheiro e Presidente

O Fato

A liderança do MST – Movimento Sem Terra acende o combustível filosófico da sua ação com o fogo da pressão radical sobre a grande ordem conservadora rural.

A estrutura conservadora da sociedade recusa admitir essa forma de ação como legal. Contudo é quase impossível obter conquistas, sociais em benefício das classes menos favorecidas, senão pela pressão ou pela revolução dos costumes.

Enquanto houver desemprego rural e urbano, enquanto houver gritantes diferenças sócio-econômicas e onde houver exploração do capital sobre o trabalho haverá movimentos sem terra e outros movimentos sem qualquer coisa.

É uma forma legítima de avançar nas conquistas sociais. Basta ler a história.

Entre um extremo e outro devemos atuar para retardar a revolução.


O Conselho

Para promover a entropia dos “Movimentos Sem Qualquer Coisa” devemos oferecer alternativas mitigantes. Entre elas, sugerimos duas providências:


1) Criar em todo território Nacional as Universidades Táticas do MST: As UTMST.

Essas Universidades ofereceriam cursos remunerados aos militantes do MST, capacitando-os para as atividades rurais, desde a simples posse de uma gleba de terra, sua manutenção e conservação, gerenciamento agrícola, cooperativismo, armazenamento, transporte, mercado, tecnologia e tudo mais que os preparassem para sua nova ocupação. Seria uma salutar reciclagem para a sociedade.

Em paralelo seriam criadas as fronteiras agrícolas brasileiras. Mapear uma faixa de terra de mais ou menos 300km na fronteira norte-sul, desapropriando-as para fins sociais e de segurança nacional.

Essa faixa fronteiriça seria transformada nas novas capitanias hereditárias do Brasil. Com apoio do Incra, Embrapa, Banco do Brasil e do Exército brasileiro far-se-ia um loteamento inteligente, estruturado na vocação bioagro de cada seguimento.

Esses lotes seriam arrendados a cooperativas constituídas pelos formandos das Universidades táticas do MST, com acompanhamento técnico da EMBRAPA e do Incra, apoio financeiro do Banco do Brasil e retaguarda logística do Exército.

Por essa fórmula seria reforçada a segurança da fronteira do oeste do Brasil, solucionaria parcialmente os desejos do MST e aumentaria a produção agrícola.

A origem dos recursos para custear o programa poderia ter como fontes:

a) Recursos Orçamentários.

b) Adicional Tributário sobre o Imposto Rural de Terras, dosado de acordo com a utilidade sócia econômica das terras.

c) Empréstimo compulsório do setor agrícola.

d) Tarifa social sobre o valor das exportações agrícolas.

e) Recursos externos

Desse modo se atingiria aos objetivos de atenuar ou retardar a revolução social do MST com excelente benefício social.


Esse é o nosso Conselho Senhor Presidente.

Plinio Sales
(São Pedro) 29/06/04

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