terça-feira, 26 de outubro de 2010

Conselho nº 54


Caro Companheiro e Presidente


O Fato

A Petrobrás é um ícone do nacionalismo brasileiro. Para ser e continuar com essa qualidade deve se modernizar, adaptando-se a evolução dos mercados globais, senão se tornará menor relativamente e poderá vir a ser apenas um buraco negro.

Se for aos preceitos retrógrados de olhares esquerdistas e corporativistas, a sociedade brasileira entrará na camisa de força da limitação energética e perderá o bonde da história.


O Conselho

Para modernizar a Petrobrás dando-lhe amplitude mercadológica e flexibilidade na expansão técnica, sugiro transformar a Petrobrás numa “holding” do sistema energético, inclusive hidroelétrico, incorporando a Eletrobrás.

A partir daí as divisões ou subsidiárias energéticas: hidroelétrica (FURNAS), ecológica, solar, hidrogênio, ondas do mar e outras, todas subordinadas a Holding Petrobrás.

Nas subsidiárias a holding poderia ser minoritária ou majoritária, absorvendo capital nacional ou estrangeiro.

Fazer o mesmo acordo com empreendimentos no exterior.

Nos projetos estratégicos para a defesa da soberania ou da segurança nacional, subscreveria ação “Golden Share”, assegurando o direito de veto nas decisões que contrariam interesses nacionais.

Com esse modelo, alargaríamos a capacidade de produção do sistema aumentaria a oferta de empregos para brasileiros no país e no exterior.

Em menos de 5 (cinco) anos alcançaríamos a auto-suficiência, ampliaríamos a matriz energética, sem prejuízo do monopólio da União.

A Holding Petrobrás teria flexibilidade operacional, transnacional, aumentando sua capacidade de negociar no mercado internacional.

Evitar projetos expansionistas fora do seu “Core-Busines”, esquecendo a retomada do mercado petroquímico que é de segunda geração.

Essa seria a Petrobrás dos nacionalistas progressistas para o bem dos brasileiros.

Esse é o nosso Conselho Senhor Presidente.


Plinio Sales
Rio, 15/05/04 (09:55)

Nenhum comentário:

Postar um comentário