O Fato:
Está em jogo o tema da corrupção, como se fosse uma mais nova amiga de infância da ética. Não é! A corrupção tem idade e é mais velha do que o Diabo. O Diabo só é Diabo porque tem idade, senão já teria virado pó.
Entre os Egípcios, Cleópatra foi subornada e subornou Julio César e também a outros guerreiros romanos.
Quem de nós também já não praticou uma corrupçãozinha, dando picolé ou uma chupeta para calar uma criança chorosa ou malcriada.
A corrupção é instinto do ser humano. O próprio Cristo andou praticando algumas para converter incrédulos à fé cristã.
O Conselho:
Sra. Presidente não se impressione com a denúncia de atos de corrupção. Não leia e arquive todas as denúncias desse tipo, senão o governo pára. A corrupção até 5% do orçamento do gestor denunciado pode ser tolerável. Deve-se determinar a existência de auditorias da eficácia, atribuindo notas de 0 a 10. Até pode-se montar uma tabelinha assim:
Grau de corrupção % | Tolerância em desvio % | Conceito |
100 | 80 | Péssimo |
50 | 50 | Razoável |
10 | 0 | Ótimo |
Assim Senhora Presidente determine que uma auditoria de performance “rankei” os gestores públicos, com o binômio taxa de corrupção X grau de eficácia. O divisor de águas é o conceito 1 quando o grau de corrupção for igual ao grau de eficiência. As demais hipóteses são destorsivas, indo de tolerável a intolerável.
Portanto Senhora Presidente, onde houver denúncias de corrupção, deixe o termômetro do comportamento social.
Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2011
Plinio Sales
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