O Fato:
Da mesma forma que existem os heróis nacionais de grande magnitude que merecem ser reverenciados, também existem os heróis populares que todo o dia cometem ações desprendidas e ajudam um semelhante em perigo ou de necessidade extemporânea, como o caso da senhora com filho nos braços, passando mal, a procura de um taxi para levá-lo ao hospital e surge o João e lhe dá uma carona gratuita. Não deixa de ser um herói simples que a história não irá registrar o feito.
Por exemplo o Obina, motoqueiro do Vidigal, salvando um hóspede do Sheraton para não morrer afogado na prainha do Sheraton, onde estava hospedado. O Moretti nem deu bola pra ele, porque não tem o segundo grau completo. O Lula também não tem e ta ai sendo o cara.
Muitos outros exemplos seriam possíveis citar como o caso do menino pobre estudante que só tira 10, alimentando-se uma única vez por dia. A meu ver é um herói. Cito o Naval, grande pintor brasileiro popular, conseguiu com os seus quadros, pintados com dificuldades e vendidos desesperadamente por preços vis e apesar disso conseguiu formar dois filhos médicos. É também o meu herói.
O Conselho:
Senhora Presidente, como a aconselhei a criar o Dia do Herói Nacional, também acrescento a sugestão, adicionar o dia ou a hora do herói popular brasileiro. Homenagear aquele cidadão simples que, numa enchente, salvou inúmeras vidas, ajudando o corpo de bombeiros. Aquele que escorou uma árvore para que ela não caísse em cima de uma velhinha que passava. O herói que no dia dos pais foi ao asilo visitar velhinhos abandonados por filhos é um herói ou o herói que salvou o cachorrinho ou o galo de morrer atropelado. É esse tipo de herói, Senhora Presidente. O Hulk saberia fazer um plano para que isso acontecesse no programa dele. Portanto Senhora Presidente faça criar o Dia do Herói Popular Brasileiro.
Esse é o nosso conselho de hoje.
Rio de Janeiro, 21 de outubro de 2011
Plinio Sales
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