O Fato:
Em todas as cidades dos países urbanizados existe uma população flutuante que não mora em lugar fixo, são de várias categorias. E existem aqueles que simplesmente não querem morar em lugar nenhum, mas nem por terem essa forma de morar, possam ser considerados vagabundos ou meliantes, ou perigosos a sociedade. Apenas são moradores da natureza. Foi o discurso do Catuca, morador de rua do Vidigal. Ao se defender, numa entrevista a uma jornalista da TV, quando exclamou com muita razão que a natureza foi feita por Deus para os moradores de rua, pondo o céu como teto e o chão como colchão. Perguntava, porque o choque de ordem do Paes o tinha expulsado da sua moradia de rua e queriam levar para um abrigo que ele detestava? Estava certo!
O Conselho:
Senhora Presidente, pela força do seu cargo, outorgada pelo voto do povo, dê instruções as autoridades que tratam das populações de ruas que, em vez de os expulsarem dos seus habitats, promovam ações de atendimento de saúde, educação e de higiene públicas, mediante o atendimento por unidades voltantes. Crie o kit do morador de rua, contendo uma barraca, equipada com colchão e travessiero e outras utilidades que possam confortavelmente protegê-los das intemperies. Esses kits poderiam ser patrocinados pelos grandes bancos, seguradoras, fundações e outros voluntários beneméritos. Os moradores beneficiados carregariam as suas moradias nas costas.
Portanto Senhora Presidente, determine um concurso público para criarem o kit morador de rua, concedendo essa exploração a empresas interessadas na sua promoção.
Senhora Presidente esse é o meu conselho de hoje, 16 de novembro de 2011, em homenagem ao Zé Pelintra protetor dos moradores de rua.
Plinio Sales
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