O Fato:
O silêncio é nobre e relaxante. O barulho é torturante e muito usado para o preso ou o réu confessar até o que não fez. A música alta, o funk e outras gritarias, misturadas com bebidas e drogas mais pesadas, levam o pessoal às loucuras e, muitas vezes, ao trágico. Por outro lado, ouvir sinfonias de Mozart, Schubert, Beethoven, valsas de Strauss e sambas leves nos confortam e relaxam.
O dia a dia do povo, é uma coleção de barulhos, em alguns pontos, chegam a superar a nossa capacidade de ouvir, até os cachorros se assustam. O trânsito nas ruas, as televisões e rádios ligados pelas casas e bares à fora, são alucinantes e nos tornam surdos ao longo da vida. É como se fosse o “band-aid” torturante no calcanhar da Ellis Regina.
O Conselho:
Senhora Presidente com a força dos seus poderes determine ao seu Ministro da Educação e Cultura, criar por Medida Provisória o “Dia do Silêncio”, nesse dia todo barulho seria proibido, até falar em voz alta. Irradiações de futebol, pelo Galvão e outros locutores esporrentos, buzinar seja lá o que for. Torcer pelo Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Internacional e outros menos conhecidos. Barulho de avião, aliás todos os aviões deveriam ser possuidores de aparelhos de proteção acústica porque não é o barulho que os fazem voar.
No “Dia do Silêncio” só palavras bem sussurradas poderiam ser proferidas, tipo: 1) “vamos dormir meu amor”, 2)diga a esse nojento ai, se que café; 3)beijos e abraços, sem som, aos mil. Só os cachorros podem latir, os galos cantarem e os trinca-ferros maviosamente te acalentarem. Já pensou, viver nessa mansidão sonora, onde cada som te ensaboa na limpeza dos ouvidos.
Por isso e mais do que isso que nosso Conselho de hoje é determinar, com os poderes outorgados pelo Povo e por Deus, determine a criação do “Dia do Silêncio”, sem esperar que todos morram para ouvir o silêncio.
Esse é o nosso conselho Sra. Presidente.
Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2011
Plinio Sales
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