O Fato:
A abertura das reuniões anuais da ONU que sempre estavam estampadas nas primeiras páginas dos jornais, agora ficam nas páginas interiores, sem o destaque do tempo do Oswaldo Aranha, destacado orador brasileiro na reunião que aprovou a criação do estado de Israel, cujo povo comemorou nesta semana que passou 5772 anos.
É um direito importante do Brasil, abrir a sessão anual da ONU com o seu representante, e que seja o seu Presidente. Também é um risco muito grande essa participação, pois ninguém cita de memória um presidente brasileiro que tenha praticado esse honroso ato. Podem citar falhas, micos, saias justas e outros casos. Até porque o Brasil com menos de 2,05% da população mundial é inexpressivo.
O Conselho:
Sra. Presidente, o Brasil com sua insignificante relativa precisa apresentar discursos que possam ecoar no resto do mundo com repercussão importante para impactar nas populações que formam a opinião pública. Ser mulher pode ser relevante, mas pode ser uma condescendência machista. Por isso tem que ter e parecer ter mérito.
Discursar sobre a economia brasileira será perder tempo. Só faz o dever de casa, e sem grande sucesso.
Para superar essas barreiras políticas e sociais, deve empreitar as regras do Kung Fu. Aproveitar a seu favor, a força do seu adversário. O adversário é o Paladino da guerra, da força, dos gastos militares, pra quê, pra nada!
Então Senhora Presidente, o discurso do povo brasileiro, a ser pronunciado pela senhora, tem que bombar com coragem e sem medo.
Se só temos 2,05% da população mundial, devemos conquistar mais 47,95% para empatar o jogo. E essa conquista se faz ao defender a tese certa. E a tese certa é:
“Fechar todas as fábricas de armas do mundo inteiro, transferindo os recursos para acabar com a fome e a miséria do mundo.”
Assim a Presidente de 2,05% se promove a Rainha de 50% da população mundial. Nada de discursozinhos preparados, com punhos bordados, do pessoal do Itamaraty.
Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2011
Plinio Sales
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