O Fato:
O sistema carcerário de todo o mundo não conseguem ressocializar os seus hóspedes-prisioneiros, piorando-os na maioria das vezes.
Como em toda regra tem exceção vamos considerar uma recuperação de 20% que se ressocializam e voltam a ser cidadãos qualificados.
Após voltarem a conviver na sociedade vão enfrentar o problema do emprego, por causa da resistência social em empregá-los decentemente.
Quantos podem estar nessa situação. Penso que no máximo uns 200 mil. Temos centenas de milhões de empregados no serviço público, considerando todos os órgãos federais, estaduais e municipais. O número de presos ressocializados é nada diante desse batalhão de servidores do povo.
O Conselho:
Na pista da filosofia de cotas pra todo mundo, Senhora Presidente aconselho, abrir nos quadros dos servidores públicos o critério de cotas, para atender os presos libertos e prontos para a ressocialização, combatendo a lacuna da resistência social ao emprego. Essa cota poderia ser de 5% que não ofenderão aqueles com quem iriam conviver no trabalho. Se nas universidades temos cotas de 20% e 50%, uma cotinha de 5% no serviço público seria facilmente absorvido por todos.
Isso, Senhora Presidente, determine aos seus Ministérios Sociais e suas secretarias que legalizem o sistema de cotas de 5% para presos libertados, para trabalharem no governo e se recuperando na sociedade. O patrão será o mesmo: o governo do povo, pelo povo e para o povo. Essa categoria é o povo recuperado. Devemos dar o melhor exemplo aos patrões privados, porque a taxa de resistência vai diminuindo ao passar do tempo.
O tempo é o Senhor da razão.
Rio de Janeiro, 24 de agosto de 2011
Plinio Sales
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